sexta-feira, 15 de abril de 2016

"Amar é Punk"


Eu já passei da idade de ter um tipo físico de homem ideal para eu me relacionar. Antes, só se fosse estranho (bem estranho). Tivesse um figurino perturbado. Gostasse de rock mais que tudo. Tivesse no mínimo um piercing (e uma tatuagem gigante). Soubesse tocar algum instrumento. E usasse All Star. Uma coisa meio Dave Grohl. Hoje em dia eu continuo insistindo no quesito All Star e rock´n roll, mas confesso que muita coisa mudou. É, pessoal, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente para de acreditar em “amor da vida”, um amor pra vida da gente aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem as promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo foda. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. (E escrevendo textos no blog para que ele entenda uma coisa: dessa vez, meu caro, é diferente). Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do seu pão-de-sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações românticas e jantares à luz de vela, mas vai saber que você está de TPM no primeiro “Oi”, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez. Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO. Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas. Antes eu achava que, se não tivesse paixão, eu iria parar de escrever, minha inspiração iria acabar e meus futuros livros iriam pra seção B da autoajuda, com um monte de margaridinhas na capa. Mas, caramba! Descobri que não é nada disso. Não existe nada mais contestador do que amar uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido. Sei que já falei muito sobre amor, acho que é o grande tema da vida da gente. Mas amor não é só poesia e refrão. Amor é reconstrução. É ritmo. Pausas. Desafinos. E desafios. Demorei anos pra concordar com meu querido Cazuza: “eu quero um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida”. Antes, ao ouvir essa música, eu sempre pensava (e não dizia): porra, que tédio! Ah, Cazuza! Ele sabia. Paixão é para os fracos. 
Mas amar - ah, o amor ... é punk! 






Só vale se aventurar no mundo do outro 
seguindo o mapa da ternura
do contrário não é benção, é invasão...
Pois que assim seja...
Escolhamos sempre a grandeza dos afetos,
a riqueza dos carinhos, a supremacia das meiguices...
afinal, de rudezas e intransigências,
subversões e equívocos o mundo já está a pedir clemencia
há tempos... 
Experimentemos dias mais delicados...
gentileza nunca dói.


Não importa  muito, quantos momentos 
estará aqui... 
se forem ao seu lado, 
cada segundo valerá a pena.
A vida é tão especial para ser desperdiçada
 vamos tirar uns dias ... sair por ai ... 
viajar, curtir...  esquecer os problemas ...
 amar é o que vale a pena...



quarta-feira, 2 de março de 2016

Amor !!!


O amor
 não é essa coisa toda
 que muitos falam.
É essa coisa toda
 que poucos fazem!!!

terça-feira, 1 de março de 2016

"Parece milagre,
 mas as sementes de cura  começam a florescer 
nos mesmos jardins onde parecia que nenhuma outra flor brotaria. A alma é sábia: 
enquanto achamos que só existe dor,
 ela trabalha, em silêncio,
 para tecer o momento novo. 
E ele chega."



 (Ana Jácamo) 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Eu escolho


Durante a maior parte da minha vida,
 fui o tipo de pessoa que não leva desaforo para casa ,
 que quando escutava um insulto ou mentira, fazia questão de provar o quão certa estava.
 Brigava, discutia, batia o pé, só faltava desenhar para provar
 que estava certa.
Mas ha algum tempo, isso mudou. Eu mudei!! 
Não faço questão de tentar explicar nada para ninguém, muito menos provar alguma coisa.
Da minha vida seu eu, cuido eu. Ninguém percorreu o meu caminho,não sofreram minhas dores e não passaram
 pelas mesmas dificuldades e superações que passei.
Hoje em dia, pago para não entrar em uma briga. É claro que quando o sangue ferve, sai da frente.... hahahhahaha

Mas na maioria das vezes, nem sofro.
 Aquela velha questão, " estou escolhendo minhas batalhas".
Eu sei o que é bom e o que é ruim para mim,
 assim como o que eu quero, e onde quero chegar.
Tenho plena consciência das minhas escolhas.
Alias, gente que sai por aí apontando o dedo para todo mundo, com certeza precisa de amor.
" O veneno só faz mal se você ingerir!!!".

domingo, 3 de janeiro de 2016

E foi assim

"É incrível a forma como você entrou na minha vida,
e como tudo, exatamente tudo, mudou depois disso...
Cheguei a pensar que a morte já era a última e única saída.
 E então tudo mudou...
Divisor de águas..."